Denize Nascimento Gonçalves - Reflexões


“O pior cego é o que não quer ver” A senhora contando dos seus setenta e uns anos, boa aparência, no caixa do mercado. Bela carteira a compor com a bolsa, roupa elegante, cabelo parecendo recém saído da cabeleireira. O caixa era de dez volumes apenas, mas lá estava a senhora passando os seus mais de cinquenta itens. Pagou à moça do caixa, esperou que a mesma empacotasse seus produtos, pediu um outro carrinho para caber toda a compra. Solicitou que a empacotadora que havia vindo de outro caixa levasse o outro carrinho até seu carro. A menina ainda colocou toda a compra no belo carro da senhora e voltou como se tudo estivesse perfeitamente natural na ordem das coisas: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”.Observando a cena do início ao fim, perguntei à mocinha do caixa: vocês não falam pra pessoa que o caixa é só para dez itens?! E ela me respondeu: “Eu até disse para aquela senhora, mas ela insistiu... Por isso que eu prefiro trabalhar no caixa comum, eu não tenho que ficar explicando que são só dez itens”. Calei-me e pus-me a pensar.O pensamento tem sido uma grande válvula propulsora na vida de nós seres humanos, sem dúvida, no entanto, o pior cego continua sendo aquele que não quer ver, frase esta tão popular.Ver que no final das contas, ninguém vai querer saber qual era a nossa aparência, mas o que fizemos dela em favor dos demais através de um sorriso, de um bom tratamento que dispusemos ao longo dos contatos com as pessoas... Ninguém nos questionará sobre as marcas de roupa, carteira e bolsa que utilizamos ao longo da vida, mas o tratamento que demos àquelas que sequer tinham dinheiro para comprar qualquer uma delas. Ninguém nos intimará a dizer sobre o salão que frequentamos e o quão formosos eram nossos cabelos, se o que faltava em nós era o raciocínio e  a sensibilidade para com o mundo ao nosso redor.Por outro lado tenho observado caixas preferenciais; aqueles para deficientes físicos, gestantes, mães que põem crianças que andam e correm no colo para criarem seus lugares à fila, e idosos. Idosos?! Ser idoso para uns é sinônimo de benefícios de direitos e considerações adquiridos; para outros, é sinal de vergonha, acanhamento, por não aceitação da idade; são os que vão para a fila comum, deixando livres seus caixas e ocupando os lugares dos que não são cidadãos preferenciais.O pior cego é mesmo aquele que não quer ver... Ver até que a idade passa e naturalmente a vida nos prepara o envelhecer e depois o morrer, abandonar o palco da vida, das milhares de oportunidades que tivemos de pensar, refletir e modificar as nossas ações.  Mas passamos as horas acreditando driblar a Dona Morte como se ela nunca fosse nos alcançar.Gestos tão simples definem quem somos. Analisamos os outros e somos analisados o tempo todo por eles. Mas, e quanto a nos analisarmos?! Quando começaremos?  

Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 14h23
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Amar a Deus sobre todas as coisas?!

Quando ouvimos a pergunta: você ama a Deus? Imediatamente dizemos que “Sim, eu amo”. A questão é: será que amamos mesmo?! Será, que amamos a Deus sobre todas as coisas?

Crer em Deus, acreditar na sua existência é um sentimento implantado em nós desde quando fomos criados, e sobre isto não me resta dúvida, basta observamos na história, os selvagens.  A dúvida com relação à sua existência ou mesmo a descrença sobre tal fato constitui-se apenas de um sentimento de orgulho que toma determinadas criaturas humanas que não admitem uma força Superior a elas, e ponto.

Podemos então pensar: o que representa amar a Deus sobre todas as coisas? Você já parou para pensar nisso?!

Vivemos num mundo material e materialista. Tudo o que mais tem valor é aquilo que tem valor monetário e que é visível aos olhos. Os valores espirituais, morais fazem parte dos valores mais desvalorizados numa realidade de consumo e valorização das posses, do que se mensura e do que realmente chama a atenção das pessoas. Enfim, uma sociedade onde quem mais tem e demonstra ter tem mais valor do que aquele que nada tem em se tratando de bens materiais, ainda que dotado de grandezas invisíveis, mas incalculáveis.

Como então mensurar as coisas espirituais sobre as coisas materiais? Como saber se amamos mais a Deus ou as coisas materiais?

Numa simples análise podemos concluir: quanto tempo gastamos por dia nos aprontando pela manhã, ou andando na rua à procura de uma roupa ou sapato para comprar, selecionando os alimentos materiais no carrinho do mercado, diante da televisão ou do computador, viajando, passeando? Este é o tempo material.

Por outro lado podemos pensar: quanto tempo, por dia, gastamos  fazendo uma oração por aqueles que sofrem e se encontram tristes, pelos que se encontram doentes passando por dificuldades atrozes, pelos que vivem encarcerados, ou mesmo por nós? Quanto tempo passamos agradecendo pela vida e tudo  em que ela nos beneficia? Quanto tempo dispensamos numa visita a um amigo que está acamado, um familiar que ficaria feliz com uma visita nossa? Quanto tempo paramos para ouvir alguém que necessita falar, desabafar ou mesmo ouvir  um conselho amigo porque está sem saber o que fazer ou mesmo que rumo tomar? Quão bem tratamos as pessoas que cruzam os nossos caminhos, diariamente, seja no lar, no mercado, nas ruas, enfim? Todo o bem que podemos fazer sem mensurar num quadro de valores de medidas é amor a Deus.

Amar a Deus sobre todas as coisas é colocar os seus valores morais e espirituais acima dos nossos valores materiais, estes que governam nossas vidas, nossos atos, nossos sonhos e planos de felicidade passageira.

Que possamos entender que estamos nesta vida apenas de passagem e que ao sairmos dela não levaremos sequer a aliança de ouro e nem as roupas do corpo porque o ladrão rouba e a traça corrói.

Aprendamos que amar a Deus sobre todas as coisas é valorizar o bem acima dos interesses materiais, é tornar produtivo o nosso dia, a nossa semana por algo que Lhe diga respeito, é pôr na balança e analisar o que pesa mais. E se concluirmos que o lado de Deus pouco pesa, mudemos de postura enquanto a vida sorri para nós.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 15h37
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O bem que incomoda

Nos mais diferentes segmentos da sociedade podemos observar o quanto o bem incomoda. Você já deve ter percebido isso.

No lar, dentro dos corações das famílias; no trabalho, nas atividades sociais, até mesmo dentro das próprias religiões, o bem que se faz incomoda e muito.

Quando alguém se destaca perante o bem que faz ao outro ou a outras pessoas, imediatamente, a crítica aparece, se não diretamente, indiretamente chega por intermédio de alguém. E aqui pensemos no bem sob todos os aspectos imagináveis.

É natural o bem incomodar? Sim. Mas por quê? Por que o bem incomoda-nos tanto? Sempre que o bem aparece pelas ações de alguém e isso nos incomoda, já indica que algo de errado existe em nós. Por que não nos felicitamos com a ação do bem e tudo que dele deriva? Por que não vamos até o praticante do bem e dizemos a ele que o que fez foi muito legal? Só isso.

 Mahatma Gandhi nos disse certa vez que “Uma vida sem religião é como um barco sem leme.” Ora, e quando nós que estamos dentro da religião nos incomodamos com o bem que outros fazem? Permanecemos como um barco sem rumo porque não permitimos que a religião entre em nós e realize o seu objetivo.

Certamente a religião é a escola da alma, aquela que nos ensina o caminho certo para alcançar a paz e a felicidade, para se chegar a Deus, para atingir a perfeição, e então aprendermos a amar o próximo de verdade. Só assim concluiremos a aprendizagem e sairemos satisfatórios na conclusão do curso.

No entanto, Gandhi também disse que “Deus não tem religião”. Óbvio, Ele não, pois que é a Perfeição, mas nós temos que ter, ou melhor, precisamos ter.          A questão é o que nós, que temos religião, estamos fazendo com ela? Para onde estamos direcionando tanto conhecimento, tanta leitura, tanta “caridade” se o bem que outros fazem nos incomodam tanto e preferimos ou criticar ou mantermo-nos distantes desse bem que tanto nos incomoda?

         Napoleão Bonaparte trouxe-nos uma reflexão curiosa quando pronunciou que “A religião é aquilo que impede os pobres de matarem os ricos”. Se ele falou dos pobres materiais, poderíamos compreender aqui, como os pobres espirituais, aqueles que só não matam os que fazem o bem (que incomoda) porque a religião os impede. Muito sério isso.

         Quando Rui Barbosa escreveu que “As leis são um freio para os crimes públicos, a religião para os crimes secretos.”, eu fiquei pensando em quem somos quando o bem  que o outro faz nos incomoda, não importa qual seja. Será a inveja que nos corrompe porque o outro faz o que gostaríamos de fazer, o outro é o que gostaríamos de ser, mas não conseguimos ainda?

         O aluno que no primeiro ano não consegue realizar atividades de um aluno de 5º ano é natural, pois que demonstra apenas que está coerente com o seu grau de desenvolvimento e capacidade. Invejar o colega que está à sua frente é patológico. Admirar o colega que está no primeiro ano como ele e que é mais esforçado, é nobre.

         Como alunos que somos nesta grande escola que é a vida, que aprendamos a aceitar as nossas limitações, admirar o progresso daqueles que já fazem o bem na prática e nos esforçamos para sermos como eles, afinal, por que não seguirmos os bons exemplos?



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 15h33
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Doação de sangue: um ato nobre

Todo ano, quando se aproxima a passagem do velho para o novo ano, muitos de nós temos por hábito enumerar o que queremos realizar no ano seguinte. É quase um ritual de otimismo a fim de acreditarmos que as coisas ou até mesmo nós iremos melhorar em um ou mais aspectos.

O ano começa, termina e vemos que falhamos por algum motivo na aquisição do que mentalizamos ou mesmo no que nos propusemos que iria acontecer, independente do que tenhamos mentalizado.

O que acontece conosco? Será que ficamos esperando que as bênçãos das mudanças que precisam acontecer em nossas vidas caiam do Céu ou será que somos extremamente preguiçosos, resistentes e relutantes conosco mesmos quando o assunto é mudança?

Tudo o que depende de mudança em nossa vida cogita de esforço, empenho, vontade, dedicação, e se vivemos numa época em que esforço é uma palavra um tanto quanto estranha frente às inúmeras facilidades a que estamos inseridos como, por exemplo, os controles remotos que nos impedem de levantar da poltrona do comodismo para agir frente ao que queremos,  bem como o de um mundo de imagens prontas que pouco ou quase nada nos permite pensar...

Sempre foi meu projeto de final de ano para o ano novo doar sangue. Sempre achei este gesto um ato muito nobre e belo. Ajudar a salvar vidas, a fazer ao outro exatamente como gostaria que fizessem por mim. O problema é que muitos de nós não conseguimos levantar da tal poltrona do comodismo que temos em nossa casa para irmos a um hemocentro a fim de doarmos o que há de melhor em nós: o sangue.

Tenho acompanhado a luta de uma casal de amigos de Votuporanga (muito caro aos nossos corações), inclusive de pedidos de doação de sangue por familiares e amigos que estão sendo acompanhados pelos jornais e redes sociais. A esposa tem prontamente favorecido aos voluntários desta grande causa por meio de viagens de carro a fim facilitar o acesso ao HB de São José de Rio Preto (SP) para a doação de sangue para seu esposo.

Já contam dezenas de doadores voluntários e caridosos nesta grandiosa ação em prol deste amigo, mas o meu nome ainda não consta na lista destes amigos doadores. Escrevo isto com um pesar e lágrimas nos olhos a teimarem em não rolar.

Parabenizo, de coração, aos que se dispuseram e se dispõem a doar o melhor de si, neste momento, dando passos muito largos na senda do progresso espiritual. Agradeço por servirem de exemplo para mim e para tantos que como eu, ficaremos a roer a corda da ignorância que nos mostra o quanto somos pequenos ainda até que nos disponhamos a dar este passo.

Por fim, vale dizer: uma coisa é certa, com o crescimento desta cidade de Votuporanga é de suma importância a existência de um Hemocentro local para não só atender às necessidades atuais como incentivar e desenvolver a consciência do valor de se doar sangue.

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Neste Diário, Jacqueline Domiciano Melo (esposa), através do facebook escreveu: “Precisamos da colaboração de todos. O Gedson está internado no HB de Rio Preto com Leucemia Mielóide Aguda. Ele usou 153 bolsas, já consegui 58 doadores, mas precisamos de mais de 90 doadores de sangue ou plaquetas. Por favor, tem que ser em nome de Gedson Batista de Melo, no Hemocentro de Rio Preto, atrás do HB. Obrigada!”.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 15h32
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Motivo de felicidade: aceitar o outro como é

Certa vez ouvi o relato de uma mulher.

A  mãe estava em profundo sofrimento. Os filhos não correspondiam às suas expectativas. Se ela estivesse triste, não percebiam. A ingratidão por tudo que fizera por eles uma vida inteira era estampada em suas ações e, às vezes, em  palavras. Embora educados, e isso ninguém podia negar, para a mãe existia o fantasma da solidão vivendo sob o mesmo teto com seus filhos. Um dia, depois de uma grande discussão, desabafara com eles sua angústia dizendo: “como vocês podem ser  tão insensíveis diante da minha dor, da minha tristeza, sendo que nem percebem; ingratos a tudo que fiz e não conseguem corresponder aos meus anseios?! Tamanha foi sua surpresa quando a filha lhe respondeu: “mãe, a senhora precisa entender que nós não conseguimos perceber a  tristeza do outro como a senhora, que é sensível; não conseguimos ter gratidão porque não somos capazes ainda. O que falta na senhora é aceitar o outro do jeito que é. ” - A mãe, chocada com a lição da filha, concordou com ela e agradeceu-lhe pelo ensinamento profundo.

Muitos de nós passamos uma vida inteira tentando modificar as pessoas que vivem conosco, principalmente as que vivem sob o mesmo teto, alegando que é para o bem delas; ledo engano,  estamos mesmo é querendo conquistar a nossa paz e a nossa felicidade às custas da modificação dos outros que por algum motivo nos incomodam.

Não existe nada mais doloroso do que fazer o bem e não receber nada em troca. Este é o lema do egoísta que só pensa em suas recompensas enquanto faz o bem. E o bem que fazemos aos nossos filhos uma vida toda não poderia ser diferente, porque, afinal, somos ainda muito egoístas.

No afã de conduzirmos bem nossos rebentos tentamos moldá-los à nossa maneira como se molda um vaso de barro. Esquecemos que estas criaturas têm imperfeições peculiares ao que somam a tudo que viveram, sofreram e aprenderam de bom ou ruim em suas experiências ao longo de suas vidas (que nem imaginamos terem vivido).

Léon Tolstoi disse, certa vez, que “A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”. Se viajarmos nesse gancho de pensamento podemos refletir que a alegria de aceitar o outro do jeito que é,  já é um grande bem que podemos fazer às pessoas e à nós próprios, e, certamente, é das felicidades mais verdadeiras.

Isto faz todo um sentido, afinal, para nós, não existe nada mais prazeroso na vida quando as pessoas nos aceitam exatamente como somos. Não acha?!

Que possamos deixar de perseguir as pessoas que passam pelas nossas vidas na tentativa de aprimorá-las e torná-las melhores. Foquemos em nós. Eliminemos os nossos defeitos, extirpemos os nossos vícios morais, persigamos o nosso aprimoramento espiritual. Compreendamos que o outro está ao nosso lado, simplesmente, para nos mostrar as infinitas falhas que em nós devemos corrigir.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 15h31
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A gratidão

Por onde vivemos temos tido a oportunidade de nos deparar com gratos e ingratos e ainda nos incluir nesta lista.

A gratidão é, segundo o dicionário, o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor, etc. No entanto, gratidão, de uma forma geral é o que poderíamos  entender como reconhecimento sobre tudo e sobre todos que nos dão prazer, o prazer de viver, de receber uma boa ação, de ouvir uma palavra de conforto, de ganhar um abraço caloroso, de compartilhar os sentimentos, enfim, de tudo que traz alegria e satisfação à nossa vida.

Para muitas pessoas um simples gesto ou uma simples coisa é motivo de alegria e gratidão. Para outros, por mais que recebam, ainda se veem  infelizes, revoltados e azedos para a vida.

Podemos pensar: o que nos leva a sermos gratos ou ingratos?

Com o bom humor poderíamos caracterizar os gratos, sempre sorridentes para com a vida, sempre tirando de letra os conflitos do dia a dia, sempre conduzindo os assuntos com tamanha leveza capaz de irritar os mal-humorados ou mesmo contagiá-los.

Por outro lado existem os ingratos, sempre de mau-humor, insatisfeitos com a vida e com todos.

Não há dúvida de que somente os grandes homens possuem gratidão. Foi o que disse Esopo quando escreveu a célebre frase: “A gratidão é a virtude das almas nobres”.

No entanto passamos grande parte de nossas vidas cobrando gratidão daqueles pelos quais fizemos ou fazemos algum bem. Francisco Cândido Xavier nos disse: “Não cobres tributos de gratidão”, mas tendemos a fazer exatamente o contrário. Esperamos receber pelo bem que fazemos se não na mesma moeda pelo menos a gratidão. É aí que falhamos. É aí que sofremos.

Se pensarmos o que nós, como pais, fizemos e fazemos de bom aos nossos filhos a gratidão deveria vir com palavras e atos. Enquanto filhos, o que recebemos de nossos pais conseguimos retribuir com gratidão em palavras e atos todo o bem que nos fizeram? Claro que não. Sempre vamos deixar a desejar. Então nos perguntamos: por que é que tanto exigimos do outro aquilo que não temos para dar.

O tempo passa e graças à convivência vamos desenvolvendo os sentimentos mais valiosos que enobrecem nossas almas, e a gratidão é uma delas. Assim vamos lembrar de Masaharu Taniguchi quando nos sugeriu, pela Lei de Ação e Reação do Universo, a receita ideal de gratidão quando disse: “Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará muito de modo positivo”.

Coloquemos em prática a gratidão  e a vida nos corresponderá plenamente.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 15h29
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Vingança, mágoa ou perdão

Uma das temáticas mais debatidas nos últimos dias é sobre a vingança, afinal,  em torno de quarenta e seis milhões de telespectadores têm acompanhado a novela das nove da Rede Globo-“Avenida Brasil”- sedentos, ou por vingança ou por perdão.

A mocinha da trama, Nina, na verdade Rita, trava com Carminha, a causadora dos grandes sofrimentos em sua vida, como a morte de seu pai e a sua ida para o Lixão quando criança, uma vingança implacável, diríamos interminável.

A mágoa, a falta de capacidade para perdoar uma falha alheia é sempre uma  demonstração da nossa falta de fé. Você poderia até perguntar: mas o que mágoa tem a ver com falta de fé? Tudo. Por exemplo: se você acredita na justiça brasileira sobre crimes que são cometidos, que nada passa impune, que para toda infração da lei tem uma punição e uma correção é porque tem fé naqueles que executam a lei. O mesmo dizemos para Deus, embora a comparação seja puramente ilustrativa.

O que realmente nos falta é fé e por isso não queremos perdoar quem nos fere independente do grau de ofensa e prejuízo que tenha nos causado. Queremos vingança ou pelo menos guardar a mágoa como troféu na estante do nosso orgulho.

O maior problema é que quando se infringe uma  lei, a maioria tem uma defesa a fazer sobre os seus delitos, posa de inocente, nega até mesmo o crime que foi filmado, fotografado, testemunhado, comprovado. Problema porque raramente aceitamos  a punição, a prisão, o cumprimento da lei quando recaem sobre nós. Acreditamos sempre que somos inocentes sem sê-los.

Se para as leis humanas que são falhas existem prisões, punições e correções, para o Tribunal da Justiça Divina nenhuma infração às Leis passa impune. Todo o mal que recebemos e sentimos na pele é proveniente do mal que fizemos, se não em data presente, no passado com certeza.

Muitos de nós já passamos da era da vingança, mas nos conservamos a séculos na era da mágoa. Basta analisarmos qual é a nossa capacidade de perdoar quando alguém  nos magoa para concluirmos em que era evolutiva estamos.

Perdoar ainda não é o nosso forte. Magoar é sim, uma grande fraqueza que carregamos por nossa fragilidade, orgulho e ignorância sobre os arquivos de nossas fichas “criminais”. Lembremos apenas que  na mesma proporção com que perdoarmos os erros alheios, os nossos serão perdoados. E se estão falhando conosco é porque na mesma proporção falhamos um dia para com as Leis de Amor que regem o Universo.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 20h51
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Diagnosticando a inveja

A inveja está presente entre nós, seres humanos, muito mais do que podemos imaginar. Podemos, se fizermos um pouquinho de esforço, encontrá-la em grande escala dentro das relações familiares, nos ambientes de trabalho, nos vínculos religiosos entre outros onde existem encontro de pessoas.

Uma das características essenciais e certamente a mais específica do invejoso é que ele quer ser o que o outro é e quer ter o que o outro tem e, sobretudo, não quer que o outro tenha o que tem.

Dos males, a inveja é dos maiores que podemos observar. Diríamos que a inveja é um câncer na alma  que vai eliminando os sentimentos bons para alimentar-se da criatura e, por fim matá-la.

Já é sabido que a inveja mata. Mata quem sente e maltrata quem convive ao seu redor.

A inveja também atinge quem é invejado se este não for vacinado contra as influências malignas da inveja.

Seus sintomas são: a raiva, a mágoa, a irritação constante, o pessimismo, a crítica cruel sobre tudo e sobre todos.

O vício moral da inveja só encontra ambiente propício para proliferar-se nas pessoas com baixa autoestima, sentimento de abandono na infância, pais agressivos, autoritários e repressores, educação rígida e críticas exacerbadas.

Tratar o invejoso é dos tratamentos mais difíceis. Primeiro, porque ele jamais admite  a doença, não aceitando que precisa tratar-se. Segundo, porque ninguém pode arrastá-lo para o tratamento visto que o mesmo depende única e exclusivamente do seu consentimento. Terceiro, porque ele tem pouca fé, e a fé que transporta as montanhas das imperfeições que vivem em nossas almas.

Como diagnosticar a inveja?

A inveja se manifesta sobre diversas situações da vida, tais como: a alegria do outro, o sucesso profissional e financeiro, o carisma, a simpatia, o talento, a união da família, a capacidade de falar em público, o nível de escolaridade, o destaque no trabalho, enfim, toda e qualquer situação onde o invejoso sente que o outro é ou está em posição melhor do que a dele.

O egoísmo é o pai de todas as nossas imperfeições e de onde se originam todos os nossos sofrimentos. Sabe-se que a inveja é filha predileta do egoísmo porque quer tudo do outro para si e não quer que o outro tenha o que tem.

A inveja é característica de pessoas inferiores no que se refere ao nível de espiritualidade, fadadas a muitos sofrimentos. Ao contrário destes estão as pessoas que se encontram libertas da inveja, que alegram-se com a alegria dos outros, admiram o sucesso profissional e financeiro dos que conseguiram alcançar tais vitórias, encantam-se com o carisma, a simpatia e o talento das pessoas que se fazem notar pelo bem que fazem em serem como são, congratulam-se com as famílias que nos seus esforços e lutas pessoais conseguem alimentar a união no seio familiar, elogiam  as conquistas escolares, os destaques no trabalho, enfim, tudo que merece o incentivo das palavras que constroem e estimulam as pessoas a serem cada vez mais melhores do que já são.

É por isso que se diz que a felicidade é um estado da alma; da alma das criaturas que já aprenderam a desejar o bem e a paz aos seus semelhantes e admiram as suas conquistas.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 20h50
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Simplicidade ou avareza?

Era notável a observação do genro a respeito do sogro.

Mencionava uma qualidade raríssima nos dias atuais sobre a figura do pai, ainda vivo, de sua esposa. Dizia que ele era um homem muito, muito rico, possuidor de dezenas de casa em Votuporanga, mas que vestia-se com muita simplicidade, andava num carro velho caindo peças, e que ninguém dizia que ele era tão rico porque não parecia ser.

Eu vou te dizer que achei aquela história um tanto estranha.

Respondi: sei, e aí?! -atenta à narrativa.

O genro, muito feliz com o sogro continuou narrando suas façanhas de simplicidade dizendo que ele morava num bairro muito simples de sua cidade...

Já, a esta altura da conversa interrompi-o dizendo: ah, você vai me desculpar, mas isto não é simplicidade, não; é avareza.

Ele falou: será?!  

Sua esposa, ouvindo a conversa, mais que depressa retrucou: se bem que a minha mãe tem que remendar as roupas para ele, comprar roupas  escondidas, morar numa casa velha onde ele não se permite mudar. O que ele gosta mesmo é de mudar; mudar os móveis de lugar. Gosta também de fazer as compras de mercado e acompanhar as promoções dos tablóides. Leva um tanto de dinheiro certo para a compra e se faltar, ele tira o que pegou para não ultrapassar o limite.

Foi quando eu disse: sinto muito dize,r mas o seu sogro não é uma pessoa simples. Ele é avarento. Simplicidade é um estado de evolução espiritual pelo desprendimento das coisas materiais. Não é pela aparência que podemos dizer que uma pessoa é simples, mas pelas suas ações.

O avarento não se permite gastar por medo de ficar pobre. A Avareza é uma das doenças da alma que mais aflige o ser humano. Ele não se dá o prazer de ter uma geladeira farta, de comer bem, de se vestir apropriadamente e tantos prazeres mais que poderia ter e não tem porque esta é a punição para ele mesmo em função do seu egoísmo totalmente oposto à caridade. Poderia ajudar muitas pessoas, mas não o faz com medo de perder tudo o que tem, e este medo de perder o que tem é o fantasma que o assombra e não o deixa em paz.

É bem verdade que a avareza existe em vários graus de intensidade, desde a uma roupa que não usamos mais ou que ainda se encontra num estado de conservação tal que outra pessoa poderia usufruir até os móveis e utensílios  domésticos que vamos acumulando no famoso quarto de despejo do egoísmo das coisas que nunca mais iremos usar ou dar  para alguém.

Repensemos a nossa vida e as nossas ações a cada dia quando o Sol aproximar-se  das nossas janelas sorrindo para nós, convidando-nos à renovação assim como Ele o faz no processo de eliminação dos inúmeros microorganismos que teimam em viver na atmosfera e prejudicar a nossa paz. Façamos o mesmo com as imperfeições que povoam a atmosfera de nossas almas,  impedindo-nos de sermos felizes.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 10h37
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Filhos abandonados

Nas minhas quatro décadas e meia de vida terrena nunca vi tanto descaso com a criança. Você pode até falar: ah, isto não é verdade, Denize; as crianças hoje têm tudo; os pais se matam para dar tudo a elas, as mesmas fazem tudo que é curso, se não for pago até gratuito tem.

Não pretendo discorrer o assunto tratando de homens e mulheres que se vêem tendo que trabalhar e muito para levar, cada um, o salário para casa. Não, estes lutam para sobreviver e basicamente alimentar e vestir, com muito sacrifício, seus filhos.

Pretendo refletir exatamente sobre aqueles que trabalham e muito para dar um  bom conforto para os seus rebentos, pagarem suas caras escolas, os matricularem em diversos cursos para manterem a agenda bem preenchida, os vestirem impecavelmente com as melhores roupas, dando-se uma sensação de melhores pais, que pensam no sucesso profissional e na qualidade de vida de seus filhos. Como disse Victor Hugo (1802-1830): “Ser bom é fácil. Difícil é ser justo”.

Meus pais sempre trabalharam muito para  lutar pela sobrevivência e, basicamente, alimentar e nos vestir com muita simplicidade. Não existiu tempo para nós e isto foi um fato. Trabalhavam todos os dias da semana, sem exceção. Com duas coisas fundamentais meus pais contribuíram e muito com o que somos hoje: paciência e respeito. Estas duas virtudes nunca faltaram em nossa vida.

A minha outra grande sorte é que eu tinha a rua e os amigos para brincar. E eles preencheram a minha infância de amor, amizade, e saudades de tempos muito felizes, ainda que com toda a simplicidade que vivia. E isto nunca foi problema para mim. Eu já era feliz.

A questão é que hoje as crianças não têm pais nem rua, amigos para brincar e dar vida à infância. Quando muito uma mãe traz ou leva o seu filho para duas crianças brincarem dentro de casa sob o efeito de uma infância extremamente pobre.

Outro dia, quando a criança, tão pequena, estava internada tomando soro, foi-lhe perguntado: o que você está sentindo, meu bem?-E ela, então, respondeu: saudade da minha mãe...  A mãe estava do lado.

É assustador o quanto a rua hoje tem sequestrado crianças e adolescentes de todas as classes sociais. A rua de hoje não é mais a rua de anos atrás. A rua de hoje apavora, é verdade, e se não abraçarmos os nossos filhos agora, enquanto são pequenos,  se não dissermos a eles que os amamos e mostrarmos este amor na prática, através da nossa presença, se não desenvolvermos a fé e a esperança em seus corações, a carência e o sentimento de vazio os envolverão e quando menos esperarmos nos depararemos com a triste realidade da perda real.

Então, podemos pensar: trocamos os nossos filhos por interesses pessoais alegando que estamos pensando no futuro deles? Terceirizamos os seus cuidados e a educação do lar, deixando-os à deriva? Estamos fugindo da responsabilidade de sermos pais cuidadores porque ser pai e ser mãe dá trabalho? Será que estamos trazendo as crianças ao mundo apenas para sairmos bem nas fotos de aniversário dos filhos dos nossos amigos entre outras?

O que é que se passa na nossa cabeça quando vemos um ursinho sendo cuidado por uma rinoceronte fêmea? A ideia não é de abandono?!

É de grande valor mantermos nossos filhos mais do que bem alimentados do corpo, nutridos da alma; mais do que matriculados em caras escolas, aprendizes em um lar de verdade, a viverem e conviverem com aqueles que são responsáveis por sua vida, porque  o lar educa e a escola instrui; por fim, mais do que vestir seus corpos de roupas caras, vestir suas vidas de amor, carinho, paciência e respeito.

Assim, começaremos a dar para os nossos filhos uma vida de qualidade; e só assim poderemos dizer que estamos realmente preocupados com o futuro desses seres que a Vida nos confiou.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 10h36
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Dor: tratamento de beleza espiritual

Quando a dor bate à porta de nossas vidas, a tendência que temos é gritar, reclamar, brigar, mal humorarmo-nos e algumas vezes até blasfemar contra Deus, como se Ele fosse o culpado dos nossos sofrimentos.

Plantamos limão e queremos colher laranja doce. Incoerente, não?! Mas que podemos fazer uma boa limonada dos limões que colhemos,   isto não resta dúvida. Depende de nós. Podemos deixar os limões apodrecerem embaixo da árvore como também podemos colhê-los e doá-los aos vizinhos.

A dor tem sido companheira de todos que vivemos na Terra. E é sabido que existem dois tipos de dor: a dor física e a dor espiritual. A dor física é proveniente das questões emocionais que precisam ser tratadas, mas que passamos a vida utilizando de recursos apenas paliativos para saná-las. Já a dor espiritual advém dos nossos vícios morais como o ciúme, a inveja, o orgulho, o egoísmo, e por aí afora  que carcomem as nossas almas até o momento que decidimos enfrentá-los e derrotá-los em nós.

Podemos pensar: mas e uma criança recém-nascida que já nasce com uma doença e ela está apenas começando a viver? Será que é porque Deus é mal de tê-la feito nascer assim ou porque tal como quando um motorista adquire um carro novo a sua personalidade se mantém, os seus vícios o acompanham e os seus erros permanecem registrados no Livro do Tribunal da Vida? O mesmo não poderia acontecer com a criança, ou Deus brinca com as nossas vidas?

Somente compreendemos o valor de uma dor quando ela é tratada e então vai-se embora. Mas restam outras dores. Dores que vêm e vão, e a forma como lidamos com estas dores faz toda diferença.

Somos verdadeiros diamantes brutos a serem lapidados pelas dores que nos assaltam o marasmo da inércia e a falsa tranquilidade dos nossos dias.

Quem lida com otimismo e fé com as dores que sente já demonstra evolução; já os que lidam com pessimismo e falta de fé mostram que ainda têm muito que crescer, para não dizermos sofrer.

Todo sofrimento tem um por quê. Analisemos por que ele está ali, ou melhor, para quê?! Ninguém sofre por acaso e se sofremos é porque a causa está em nós e não no outro.

Que possamos refletir sobre os tratamentos que precisamos realizar, verdadeiramente, em nossas vidas. Que nos preocupemos cada vez menos com a beleza exterior e nos foquemos na mais importante beleza: a interior. É esta que porá fim às nossas dores, eliminará os nossos sofrimentos e nos dará o título da felicidade verdadeira para desfrutarmos onde quer que estejamos.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 11h58
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Ter razão ou ser feliz

Um dos motivos de maior sofrimento em nossas vidas é a necessidade de ter razão.

Ter razão é uma das primeiras características que nos coloca no quadro de orgulhosos, você sabia?!

Queremos ter razão em tudo e o tempo todo, e quando não acatam a nossa razão, o que fazemos? Nos melindramos, ficamos irritados, chateados, tendemos a nos afastar e até cortar relações com quem não dança de acordo com a música que tocamos na vitrola da nossa ignorância.

A ignorância ainda é a causadora primária de todos os nossos sofrimentos visto que anda de mãos dadas com as nossas imperfeições morais. E o orgulho é filho da ignorância.

Dentro dos lares, nas relações de amizade, nos ambientes de trabalhos, nos templos e casas religiosas podemos medir o nosso orgulho com o tamanho da nossa ignorância, na proporção das nossas ações.

Lembro-me de uma história onde o casal saiu para uma viagem com destino  a um casamento. Depois de algumas horas na estrada, chegaram à cidade. Andando pelos trajetos, a mulher com o mapa na mão disse para o marido: querido, eu creio que você deve virar aqui para a direita. Ele disse que não, que era para a esquerda. Ela calou-se e seguiram para a esquerda. Depois de muito rodarem, o marido tomou o mapa nas mãos e viu que realmente a esposa estava certa. Ele, então, perguntou-lhe: se você tinha certeza que era para a direita, por que não insistiu? Ela, com muita tranquilidade respondeu-lhe: se eu tivesse insistido, talvez teríamos discutido e acabaríamos chateados. Decidi que entre ter razão e ser feliz, eu prefiro ser feliz. Sigamos para o casamento, meu amor.

Esta história muito tem contribuído para o desenvolvimento da paciência em mim. Impaciente como já fui um dia, decidi que não mais queria ser impaciente. E somente quando decidimos mudar é que a mudança se faz realidade.

Recentemente fiz uma viagem. De dentro do táxi, na grande cidade mineira, disse para o motorista: que lindo é o ipê rosa! Ele, mais do que depressa respondeu com a seguinte afirmativa: não  é rosa não; é roxo. Eu então afirmei-lhe que acreditava que era rosa e ele então afirmou  que era roxo. Foi então que ele devolveu-me sua fala: amanhã, de dia, você verá que é roxo.

Silenciei por dois segundos e falei: vamos fazer o seguinte, vamos deixar esta história de rosa e roxo?! Se é roxo ou rosa o que importa? Cada um vê como vê e tá tudo certo... Aquele senhor já no alto dos seus 60 anos de idade trabalhando ainda noite...

No dia seguinte, passando pelo ipê perguntei a um morador: que cor é este ipê? Ele respondeu-me. Fiquei muito feliz comigo mesma por não ter teimado até morrer sobre a cor do ipê. Se era ele que estava certo ou eu, o que importa? Importa é que tudo terminou bem.

Que possamos rever os nossos conceitos sempre que acreditarmos que estamos com a razão. Somente a humildade nos capacita a dar saltos de sabedoria para sermos felizes de verdade.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 11h58
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“Defende a natureza”

Numa das páginas mais belas que já li, encontra-se esta cujo título destacado nos faz diferenciar o homem em patamares diferentes: o que já se encontra num nível considerável de evolução e o  que ainda se encontra abaixo, bem abaixo deste nível.

Quando observamos que a preocupação com o meio ambiente em alguns momentos dá saltos para frente através de decisões sábias que culminam com a qualidade de vida do planeta, dizemos que o homem está evoluindo. Quando, por outro lado, observamos que decisões são tomadas para que se volte atrás em atitudes que já foram trabalhadas e conscientizadas sobre a questão do planeta que clama por socorro, acreditamos não que o homem não esteja mais evoluindo, não; acreditamos que há homens que tentam emperrar esta evolução.

Bem disse o pensador: “Quem não se importa com o que acontece à sua volta não se importa com o que acontece dentro de si” (Vigiai e orai-2000).  Ora, quem não se importa com o que acontece dentro de si vai se importar com o que acontece fora de si?! Sentimentos bons são características do homem bom. Somente homens bons vão se preocupar com o que realmente acontece à sua volta.

“A indiferença pela Natureza é do espírito que ainda não entrou em sintonia com a Vida”, trouxe-nos a página. E por ela podemos nos analisar: já estamos em sintonia com a Vida? Já nos preocupamos com as questões que a Natureza tem nos lançado através dos seus apelos e gritos ou ainda estamos indiferentes a tudo isso?

Hoje é chique defender a Natureza. É bonito demais reciclar. É magnífico o esforço que se faz para evitar que milhões e milhões de sacolas plásticas continuem engrossando os quilômetros de lixões, apodrecendo o solo, a atmosfera, contaminando os lençóis freáticos, entre outros males.

Chegará o dia em que nos preocuparemos até mesmo com os dejetos orgânicos que ainda colocamos fora de nossas residências sem nenhuma preocupação ecológica, sem nenhum esforço para tratá-los e devolvê-los para o solo, transformando-os em potentes adubos.

Logo, podemos concordar com o autor quando ressaltou sobre a fé e a prática dos que vivem sobre a Terra quanto à questão da natureza quando disse: “A preocupação ecológica é própria dos que estão aprendendo a reverenciar o Poder Superior” e “O espírito embrutecido não atenta para as questões ambientais”. Sendo assim, não se pode falar de fé em Deus, em amor ao próximo se não respeitarmos a natureza, os animais, a vida  no planeta como um todo.

Quem de nós dissermos que tem fé em Deus, mas não amarmos o nosso próximo seja ele vegetal, animal e hominal cairemos na hipocrisia de batermos no peito e dizer: Meu Deus, meu Deus; e termos as nossas mãos petrificadas pela nossas ações incoerentes.

É urgente a nossa reflexão e conscientização enquanto cidadãos no que se refere aos cuidados e proteção com a natureza que nos cerca. No entanto, enquanto representantes do povo, “Não olvides que, sobre a Terra, representas Deus para os que vivem na expectativa de tuas mãos” (Vigiai e orai, 2000).



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 11h57
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Simpatia para prender a pessoa amada

·        Todos os dias pela manhã seja simpática: ninguém aguenta mau-humor.

·        Aja com docilidade em suas palavras: ninguém tolera grosseria por muito tempo.

·        Seja agradável no trato do dia a dia: ninguém suporta um ser desagradável a vida inteira.

·        Seja carinhosa no relacionamento: ninguém resiste à solidão e à ausência do outro eternamente.

·        No final de todos os dias deixe que o outro perceba o quanto você o ama com palavras e ações, afinal, o amor constrói, aproxima, une os corações. E nunca se esqueça que o amor verdadeiro é aquele que  faz ao outro tudo aquilo que gostaria que lhe fizessem.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 12h51
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Defeitos de mãe

É muito comum observarmos nas crianças o sentimento de que suas mães são perfeitas. Nós fomos assim também. Depois acreditamos que elas são cheias de defeitos, e quando nos tornamos mães vemos que também somos imperfeitas e cheias de defeitos.

Quando pedimos a um grupo de pessoas, entre elas mães e filhos, que falassem dos defeitos que “mãe” possui,  foram  surgindo rapidamente os adjetivos: exigente, brava, perfeccionista, chata, repetitiva, faladeira (falar demais), pegajosa.

A questão é: por que mãe exige tanto do filho? Por que é brava? Por que é perfeccionista em se tratando da perfeição do filho? Por que é chata? Por que é repetitiva? Por que é faladeira? Por que é pegajosa?

Será que mãe acredita que filho é propriedade?

Será que nós, mães, acreditamos que nossos filhos são propriedades nossas? O que nos leva a crer nisso? Será que é por que projetamos sobre eles as nossas maiores expectativas e eles devem correspondê-las para que possamos receber o prêmio de Mães Exemplares e assim sairmos bem na foto da satisfação pessoal, onde o nosso orgulho trabalha como flash da nossa vaidade?

Ficamos então pensando se esta questão é certa ou errada. Se é certa ou errada, analisemos.

O que nos dá o direito de exigirmos dos nossos filhos uma vez que não gostamos que ninguém exija de nós?

O que nos faz aceitar que podemos ser bravas com os nossos filhos se quando erramos não desejamos que ninguém fique bravo, gritando ou alterando a voz conosco?

O que nos leva a pensar que devemos ser perfeccionistas ao cobrar dos  que aprendem conosco, uma perfeição que ainda não dominamos cem por cento em nada?

O que nos permite entender que precisamos ser  chatas  na convivência com nossos filhos se não gostamos de conviver com pessoas que pegam no nosso pé, nas nossas fraquezas e nos incomodam o tempo todo?

O que nos leva a acreditar que  repetindo mil vezes a mesma coisa através de falatórios sem fim os nossos jovens e crianças aprenderão o que insistentemente tentamos enfiar em suas cabeças, se não gostamos sequer de conselhos e orientações que não pedimos?

            O que nos leva a crer que sendo pegajosas garantiremos uma boa educação e a certeza de que nossos filhos trilharão o caminho certo e saberão voltar para os nossos braços?

            Há filhos que sempre voltam para os braços de suas mães. Não porque elas foram espetaculares, mas porque eles foram maravilhosos. Porque conseguiram abstrair a essência de suas mães, o que elas conseguiram tirar de melhor de suas almas para dar para eles. Porque compreenderam que elas não são perfeitas, mas deram o máximo do que tinham, muitas vezes sem ter para dar.

            É verdade que ninguém dá o que não tem para dar, e em se tratando de mães, somos gratas aos nossos filhos pela paciência conosco por compreenderem as nossas limitações e ainda assim nos considerarem “a melhor mãe do mundo” quando ainda fazemos ao próximo  mais próximo, eles, tudo aquilo que não gostaríamos que nos fizessem.

            O amor é a próxima etapa quando aprendermos a aceitar o outro como é, e a respeitá-lo. Aí sim, poderemos nos considerar mães perfeitas.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 12h41
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Dor de mãe

Existem duas grandes dores no mundo para uma mãe: ou quando perde um filho para a morte e/ou quando o filho deixa de ser criança.

Nos dois casos ela, na maioria das vezes, perde o filho.

A criança que vivia a beijá-la, a acarinhá-la, a dizer mamãe eu te amo, a desenhar e presenteá-la com um desenho onde ela sempre estava presente, desaparece para sempre ao longo da estrada cuja última visão é a de antes da curva.

O que acontece quando um filho deixa de ser criança para entrar para o mundo dos adultos? Por que o amor se apaga? Por que acreditam que o carinho é mico que se paga?

O que acontece, talvez, ainda não saibamos, mas o que proporciona, é fato: um vazio, uma saudade, uma lacuna onde parece que nada preenche.

Vamos adaptando as nossas vidas a este vazio dos sentimentos que outrora recebemos, que nos encantou e agora não existe mais. Tudo se transformou em vapor que o vento levou.

Deixou a tristeza. Ficou o vazio por companhia.

O beijo se transforma em grito.

O abraço em palavras ásperas e dolorosas.

Não existe mais a divisão da cama porque não precisa mais.

Não se levanta mais à noite pedindo atenção porque a necessidade não mais existe.

Dor que dilacera e nos faz acreditar que não somos úteis mais.

Vamos entendendo que quanto menos falar melhor. Menos sofremos.

E assim vamos vivendo à procura de alguém para amar e recomeçar tudo de novo com a única diferença de acreditar que de fora nada precisamos esperar.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 12h40
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Por que as pessoas gritam?

Se alguém lhe perguntasse por que é que as pessoas gritam, de imediato você saberia responder? Na verdade, parece uma resposta fácil, mas não é. Pense. Chegou já a alguma conclusão?

Depois de realizar uma dinâmica de grupo com um número de crianças e adolescentes onde o grito de exigência esteve assustadoramente presente entre eles, após o término da atividade questionei-os, já sentados e em silêncio: por que as pessoas gritam? O que leva uma pessoa a gritar?

A resposta não demorou um segundo. A primeira criança, já portadora de seus nove anos, respondeu: “porque a pessoa se acha melhor do que os outros”.

Achei incrível a resposta de nível filosófico que nos possibilitou uma profunda reflexão em torno do assunto.

A segunda criança, já com seus onze anos disse: “porque ela acredita que está ajudando”.

Em que situações da vida acreditamos que estamos ajudando o outro no grito? Em apenas duas rotinas diárias: de mãe e professora. São exatamente estas duas profissões que, na maioria das vezes, acreditam que no grito vão conseguir ajudar os seus aprendizes a se comportarem e agirem com devida coerência com os bons princípios.

Ledo engano. As nossas ações tanto positivas quanto negativas os induzem apenas a se espelharem em nós, principalmente sobre as negativas, afinal para se construir uma virtude demoram-se anos, mas para aflorar um defeito, basta um sopro.

No dia seguinte, quando me encontrava já com um grupo de mulheres que se encontram semanalmente para refletirmos sobre “A arte de conviver e entender as diferenças”, dei continuidade à reflexão sobre o tema tratado com as crianças.

Quando convidadas a pensar sobre o assunto, as resposta, depois de alguns minutos, vieram como avalanche. Disseram que o grito parte de quem acredita que está com a razão; que a pessoa grita devido ao seu estado emocional, por nervosismo, por revolta, para chamar a atenção da pessoa ou das pessoas ao redor; porque quer falar mais alto que o outro e mostrar assim sua superioridade; por hábito do mau costume; porque cansou de falar e não foi ouvido, por impaciência; e por fim, por que ela é surda emocionalmente, não consegue ouvir o outro e nem a si mesma.

Então nos questionamos: de onde vem tudo isso?

O orgulho ainda direciona as nossas ações, mesmo as mais sinceras no que toca a ajudar o outro. Ele vem disfarçado de bondade, algumas vezes, e engana a nós próprios, trapaceando-nos e impedindo-nos de avançar no campo da caridade e da fraternidade.

A verdade é que não aceitamos o outro como é e queremos impor a nossa vontade sobre ele. Não somos hábeis em promover o crescimento do outro e então nos desesperamos e gritamos como loucos acreditando que no impacto do susto a sua “ficha” caia e ele não nos incomode mais com as suas falhas.

Faz-se urgente a reflexão simples para a nossa melhor conduta do dia a dia: como gosto de ser tratado pelos outros quando cometo uma falha?

Certamente, nenhum de nós quer ser corrigido com um grito na cabeça.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 12h39
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Quando a felicidade incomoda

A felicidade é um brilho que muito incomoda.

Conta-se uma história que bem ilustra este pensamento.

Uma serpente que se pôs a perseguir um vaga-lume. Depois de um bom tempo de perseguição, o vaga-lume parou de tentar fugir da implacável serpente e decidiu fazer-lhe três perguntas? –A serpente, vendo que já havia vencido decidiu abrir um precedente para o inseto. O vaga-lume então, perguntou-lhe se ele fazia parte de sua cadeia alimentar. Ela disse que não. Em seguida perguntou se ele havia feito algo de mau para ela. A resposta também foi negativa. Então, por que é que você tanto me persegue? Foi aí que a serpente respondeu-lhe: porque o seu brilho me incomoda.

Existem sentimentos que nos perseguem a vida inteira. Muitos deles, ou estão enraizados dentro de nós e se mostram através das nossas condutas ou manifestam-se quando somos perseguidos por eles através de outras pessoas.

Você já parou para pensar como a felicidade incomoda?!

Joanna de Ângelis disse que “a felicidade independe daquilo que se tem, mas é resultado daquilo que se é”. Toda a riqueza não garante felicidade de ninguém, mas que podemos ver um sorriso estampado de felicidade em muitos que nada têm, ah, isso podemos ver!.

Esta semana eu me deparei com uma frase belíssima e bem filosófica de Padre Fábio de Melo que muito me fez pensar. Nela estava escrito: “Costumamos dizer que amigos de verdade são os que estão ao seu lado  em momentos difíceis. Mas não. Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade!”.

Grande homem e que sabe muito bem o significado destas palavras na pele.

Brilhar na escuridão tem um peso muito grande, sempre, em qualquer área ou setor da vida humana. Aquele que sorri mais, que possui uma qualidade diferenciada, um carisma a mais ou qualquer outra característica que o faz melhor aos olhos dos outros, sempre incomoda.

E o ser que se sente incomodado com o brilho do outro é simplesmente conhecido como invejoso.

A inveja é um dos vícios, defeitos ou pecados que mais atravanca a conquista da felicidade humana. Quem não consegue ficar feliz com a felicidade do outro já tem um motivo para permanecer infeliz.

Se não conseguimos lidar ou aceitar o brilho de outra pessoa é porque ela nos ofusca os olhos do nosso orgulho tal como quando olhamos para o Sol. Mas o Sol é importante para nós, não acha? Os que brilham mais estão sempre tentando ajudar a humanidade a se autoiluminar, mas a humanidade, em  grande número, parece negar-se a receber esta ajuda.

Observemos os grandes homens que tiveram grande participação na história da humanidade e foram perseguidos porque brilhavam demais. Poderíamos citar inúmeros nomes, mas iniciamos e paramos num único nome: Jesus.

Fico pensando em quantos casamentos chegaram ao fim porque um dos cônjuges não se conformava com determinado atributo que o companheiro ou companheira possuía e ele não! Quantos funcionários foram demitidos porque os seus chefes acreditavam que aqueles poderiam tomar o seu lugar de destaque por qualidades que possuiam! Quantas amizades não se acabaram porque um dos lados sofria de ver a felicidade do outro fosse qual fosse o adjetivo que lhe fosse pertinente!

Podemos pensar: o que leva uma pessoa a se incomodar com a felicidade da outra ou mesmo um atributo que a faz brilhar mais do que a própria pessoa que a sente? A conclusão nos leva a crer em duas respostas que se completam: pelo enfoque emocional vê-se a insatisfação e a baixa autoestima; já pelo enfoque moral-espiritual o que se vê é o puro egoísmo ainda se contorcendo dentro da criatura.

Sejamos honestos conosco mesmos e façamos a derradeira pergunta, individualmente: a felicidade do outro me incomoda?   Só assim poderemos tratar deste mal que tira-nos a paz e impede-nos de sermos felizes.

 

Quero encaminhar um beijo muito especial a uma mulher que passou a sua vida inteira lutando bravamente na edificação de seu lar, na semeadura dos campos da Educação através de seus alunos e que é motivo de admiração para todos que a conhecem em seus 96 anos de vida:  Sra. Diva Góes.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 12h38
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O sofrimento e a não aceitação

Sofrer é uma capacidade inata em nós.

Sofremos por tudo. Sofremos pelo que vemos na televisão, ouvimos no rádio, lemos nos jornais, pelos problemas dos outros e, obviamente, pelos nossos próprios problemas.

Mas por que sofremos tanto? Esta é a questão que não pode calar.

Segundo Emmanuel, “O sofrimento é a não aceitação das coisas”.

Ora, vivemos num planeta que não é o Céu. Podemos dizer também que moramos num país que não é o Céu. E se não vivemos no Céu, talvez seja porque não somos “santos” ainda, concorda?!

Poderíamos tomar este pensamento (não vivemos no Céu) em conexão com o outro (não somos santos) e perguntarmo-nos se conhecemos algum ser perfeito da nossa espécie sobre a Terra.
Você poderia dizer: ah, mas tem muita gente boa que eu conheço. Sim, mas não perfeito, isento de egoísmo, orgulho e vaidade, onde o amor ao próximo fala mais alto que o amor a si mesmo.

Mas o que esta história  de ser perfeito e imperfeito tem a ver com sofrimento? Tem que quanto mais imperfeito formos maior o nosso grau de sofrimento. O contrário também é verdadeiro: quanto mais perfeitos, menos sofrimentos.

Vale lembrar que falamos de sofrimentos que criamos para nós sejam em pensamentos, palavras e ações negativas lançados como bumerangue, que sai de nossas mãos e a elas retorna, lembrando-nos a lei de ação e reação tão esclarecida pela física.

E quando a Lei vem cobrar de nós os erros que lançamos para a vida, o próximo e a nós mesmos, costumamos não aceitar. Por isso sofremos.

Irmão José, através das mãos úteis de Carlos Baccelli escreveu: Decifra a mensagem: toda dificuldade que enfrentas, encerra numa mensagem que deves decifrar. Se não a entenderes, com certeza ela persistirá em ti. Analisa os teus problemas além das aparências com que se te apresentam. O que acontece de mais importante em tua vida é determinado pelas tuas atitudes.

Busquemos entender todas as mensagens que existem por trás dos  sofrimentos que enfrentamos e que vemos o mundo enfrentar. Nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de ser.

Não fujamos do entendimento que nos convoca a aceitação dos problemas que agem em nós como o lapidar do diamante. A dor é necessária ao nosso crescimento sempre que a aprendizagem, a compreensão e a obediência do que é bom e do que é certo não chegam primeiro.

Por fim, aceitar aquilo que não pode ser mudado é sinal de inteligência. Sabedoria é não criar sofrimentos para não ter que chorar depois.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 21h05
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Por que os olhos são o espelho da alma?

Caro leitor, você se lembra da história da mulher que, todos os dias, olhando pela vidraça de sua casa as roupas da vizinha lavadas e estendidas no varal do seu quintal? Todos os dias ela criticava a vizinha dizendo: “Bem, vem ver só que roupas sujas desta vizinha. Ela não sabe lavar roupa. Qualquer dia eu vou até lá e vou dar-lhe umas dicas de como lavar roupas”. Passado alguns dias, olhando como de costume as roupas da vizinha no varal, comentou com o marido: Olha, querido, como estão limpas as roupas da vizinha! Que milagre aconteceu?! –O marido apenas respondeu: é que hoje eu levantei mais cedo e lavei a nossa vidraça.

Alguma vez você já parou para pensar no que a antiga expressão dita como “os olhos são o espelho da alma” pode representar em nossa vida? Talvez tenhamos passado uma vida inteira sem pararmos para analisar o conteúdo filosófico desta frase.

Se começarmos a pensar que tudo aquilo que eu não aceito no outro tem o seu principio ativo dentro de mim, podemos até não concordar, mas é uma verdade comprovada.

É só termos um pouco de boa vontade para analisarmos e concluirmos sobre as nossas próprias vivências.

 Se a desordem do outro me incomoda é porque no fundo eu não sou organizado em algum aspecto da minha vida, mesmo que eu aparente ser.

Se a indelicadeza ou mesmo a rispidez do outro me incomoda é porque no fundo eu não sou dócil e educado no trato com as pessoas, mesmo que eu aparente ser.

Se o desregramento social do outro seja de que tipo for me incomoda é porque no fundo eu não sou uma pessoa realmente regrada, mesmo que eu aparente ser.

Se a impontualidade do outro me incomoda é porque no fundo eu não sou pontual, mesmo que eu aparente ser.

Se as falhas dos motoristas no trânsito me incomodam é porque no fundo eu não sou um perfeito motorista, isento de falhas, mesmo que eu aparente ser.

Se o melindre do outro me incomoda é porque no fundo eu não sou  uma pessoa que perdoa com facilidade, mesmo que aparente ser.

Logo, sempre que observarmos que algo no outro nos incomoda faz-se necessário realizarmos uma auto-avaliação sincera. O outro espelha o que somos em nossas irritações. Os nossos olhos vêem o que está cheio o nosso coração, já nos disse Jesus a respeito desta verdade.

“São os olhos a lâmpada do corpo. Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas”,Matheus 6: 22-23.

Isto é óbvio. Se a tudo que olhamos criticamos tecendo comentários infelizes é porque a nossa alma ainda está mergulhada nos lamaçais das nossas imperfeições acarretando-nos sofrimentos que nunca entendemos os por quês.

Os nossos olhos são o espelho de nossas almas, não há dúvida. Portanto, são as nossas almas ainda imperfeitas que só conseguem ver  as imperfeições alheias,  e não é porque somos santos. Longe disso.

Comecemos a  ver o lado bom de tudo e de todos e o mundo nunca mais será o mesmo; a começar do nosso mundo interior.

            Eis um esforço valoroso e que vale a pena, pois que os seus benefícios são simultâneos às nossas ações.

 

 

 

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 14h58
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Dificuldades de amar e o abraço

Muitas vezes, percebemos o quanto é grande a nossa dificuldade de amar, embora já saibamos da importância e dos benefícios deste  amor.

Somos todos ainda portadores de um amor egoísta, um pseudo-amor, que nos engana e muitas vezes, engana os outros também. Ficamos fazendo parte de uma teia de amor ilusória onde realmente nos distanciamos da compreensão do sentido da sua autenticidade.

Prestemos atenção nos nossos abraços. Quase não abraçamos ninguém. Por falta de tempo? Por falta de coragem? Por falta de vontade? Por falta de afinidade? Afinal, por falta do que deixamos de abraçar as pessoas?

Eu recebi um e-mail de um amigo que diz que abraço de filho deveria ser receitado por médico, porque há um poder de cura que ainda desconhecemos, pois cura ódio, ressentimento, cansaço, tristeza. Mas podemos pensar: apenas abraço de filho pode curar?!

O texto fala também que quando abraçamos soltamos amarras, baixamos defesas, permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Então analisamos: por que não abraçamos em vez de fornecermos o lugar do abraço para as amarras da mágoa, as baixas defesas do organismo que nos enchem de doenças, a distância cada vez maior que nos separa até mesmo das pessoas mais valiosas?

Concordo quando o autor diz que abraço de filho rejuvenesce a alma e o corpo. Porém, não apenas abraço de filho. Abraço verdadeiro seja de quem for.

Acredito que o  abraço é  doação da alma destemida e segura de si. Somente quem não tem medo de se mostrar consegue ultrapassar os muros da dúvida e da insegurança que a vida em sociedade insiste em disseminar.

É verdade também quando o autor diz que o abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, da descrença, do pessimismo, e alcançamos a possibilidade de amar de novo, semear de novo, renascer. Os abraços nos fazem nascer de novo.

Por isso, é preciso  aprendermos a abraçar de verdade, não por uma convenção social, mas por uma ação inteligente e sensível. Inteligente porque só assim estaremos dando passos largos no desenvolvimento do amor em nós e sensível porque não há amor sem sensibilidade. Todos carecemos de abraços, visível ou invisivelmente falando

 

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Gostaria de agradecer ao Divaldinho, amigo desta cidade e meu amigo, por esta mensagem  enviada refletindo sobre o abraço. Se existe alguém que já conheci nesta vida que consegue fazer uso do poder  do abraço é ele. Exatamente como diz o texto: o seu abraço nos “tira do chão” por alguns instantes... e quando nos devolve, a sensação é indescritível. Creio que só quem vive para doar-se integralmente ao próximo tem este poder. Enquanto isto, vamos apenas aprendendo  como é que se faz.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 14h57
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A melhor mulher

A melhor mãe é a que menos fala.

A melhor sogra é a que menos interfere.

A melhor cunhada é a que menos critica.

A melhor irmã é a que menos implica.

A melhor esposa é a que menos chateia.

A melhor vizinha é a que menos incomoda.

A melhor patroa é a que menos perturba.

A melhor funcionária é a que menos fofoca.

A melhor mulher é a que menos fala, menos implica, menos chateia, menos incomoda, menos perturba, menos fofoca.

Logo, a melhor mulher é a sábia: aquela que edifica sempre, onde quer que esteja.

A mulher sábia

A mulher sábia ouve e orienta quando sente que pode falar; auxilia sem interferir; elogia, ao invés de criticar; compreende, ao invés de implicar; ajuda ao invés de chatear; solidariza, ao invés de incomodar; respeita, ao invés de perturbar; apazigua, ao invés de fofocar.

Senhor, dá-nos sabedoria para que possamos construir as nossas almas e auxiliar na edificação de tantas outras que convivem conosco

                                                     Denize do Nascimento Gonçalves

                                                                   06/04/2012

 

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 14h53
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       Onde se originam as nossas críticas?

 

Todos sabemos o quanto é gostoso e, por incrível que pareça, prazeroso criticar alguém. E nisso nós somos muito bons.

Criticamos desde o comportamento de jovens e adultos no carnaval; os políticos, os presidentes, o povo, os familiares, os vizinhos, os que cruzamos na rua, os funcionários do comércio, dos hospitais, e por aí afora.

A questão é: por que somos tão críticos? Por que enxergamos tantos defeitos nos outros? Por que cobramos tanto das pessoas como se elas fossem perfeitas?

Se colocarmos uma lente mais eficiente sobre os nossos olhos míopes veremos que algo de errado acontece conosco. Veja que, segundo Jesus, vemos o cisco no olho do nosso irmão, mas não vemos a trave no nosso olho. E o que isso representa para nós? Muitas vezes nada. É preciso muito esforço para a compreensão deste fato.

Podemos, então, buscar o entendimento da questão: onde se originam as nossas críticas?

Pensemos: quando é que criticamos alguém? Você já parou para pensar nisso? Já pensou que nós só criticamos os outros quando acreditamos que o que elas fazem de errado nós não fazemos? Que erros como cometem nós não cometemos?

O mais incrível de tudo é quando criticamos erros dos outros que ainda cometemos em nossos dias ou que já cometemos no passado, dando-nos uma falsa ideia de superioridade.

A verdade é que toda e qualquer crítica que encenamos no teatro de nossas vidas tem origem nos bastidores do  nosso orgulho. Este que trabalha por trás das cortinas, direcionando-nos as ações como verdadeiras marionetes sob as cordas da ignorância.

Sempre que acreditamos que somos melhores do que alguém, que nossas ações são limpas e as dela, obscuras, que as atitudes que comete não fazem parte do nosso princípio de vida, esqueçamos. Esta é a sentença de morte para o crime do orgulho.

Então, podemos seguir as sábias palavras de  Charles Chaplin quando nos disse: “Pensamos demasiadamente. Sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá.”

E tempo que  perdemos criticando   é perda de tempo.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 10h29
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Indulgência: tolerância

         Durante muito tempo acreditamos que a palavra indulgência era apenas um comércio de venda de garantia de acesso ao Céu. O sujeito morria mais feliz por ter  pagado  as tais indulgências ao longo da vida para os líderes religiosos da    sua época  que, por sua vez, garantiam a excelência do produto.

         Vivemos hoje numa época onde não podemos mais nos enganar e muito menos permitir ser enganados: indulgência é tolerância de acordo com as palavras do dicionário Aurélio.

         A mesma moeda que usarmos com o nosso próximo, a vida usará  conosco. Isto é o óbvio. Quando pensamos em tolerância, não podemos pensar primeiramente na tolerância do Céu para conosco, pois que é muito distante. Pensemos na tolerância nossa para com o mundo, as pessoas.

         Podemos então nos perguntar: qual o nível de indulgência que temos para com as criaturas que cruzam os nossos caminhos diária ou esporadicamente?

         Quando alguém nos pede para repetir o que falamos, dizemos quantas vezes forem necessárias ou já partimos logo para o jogo da ignorante intolerância?

         Quando alguém passa por nós no trânsito ultrapassando em alta velocidade ou mesmo realizando uma manobra incorreta dizemos: vai com Deus meu irmão, está tudo bem ou nos irritamos rapidamente reagindo com palavras infelizes e pensamentos mordazes?!

         Quando estamos aguardando um ente querido para sairmos juntos e ele demora, o que dizemos: ah, ele está demorando porque ainda não está pronto, talvez deve ter acontecido alguma coisa ou partimos logo para a euforia da raiva acreditando que está nos fazendo de bobo ou de idiota?!

Quando, por mais que falamos ou oramos por um parente para que ele mude o seu comportamento imaturo e indevido ele continua sendo o mesmo, o que pensamos e às vezes até falamos: tenho fé que um dia este meu afeto (não importa quem seja) vai amadurecer e vai despertar para a vida  ou não perdemos a oportunidade de dizer-lhe: você não tem jeito mesmo, já desisti, entreguei você pra Deus!

         Enfim, temos muito pouca tolerância, a paciência para com as imperfeições alheias e esta é uma das maiores verdades sobre nós. A outra maior verdade é que fazemos ao outro tudo aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco.

         Quando não entendemos o que o outro nos disse, desejamos que o outro repita pacientemente até compreendermos o que falou. Se estamos com pressa, no trânsito, queremos que nos deixem passar. Se fazemos uma barbeiragem, esperamos que o outro compreenda.       Se alguém está nos esperando para sair, bom mesmo é que ele nos aguarde com alegria no rosto. Quando resistimos aos conselhos de quem nos quer o bem e adiamos as mudanças, desejamos profundamente que continue  orando por nós sem desistência.

         Segundo um grande pensador Emmanuel, “Paciência é saber esperar”. É tudo que precisamos aprender e aí sim termos verdadeiro acesso  à vida celestial.

         Não nos permitamos enganar mais do que já fomos enganados ao longo de tanta História. Felicidade não cai do Céu; é fruto de muito trabalho sobre nós mesmos.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 10h27
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Com a palavra, o telefone

 

         A cliente estava lá, sentada em frente à mesa onde estava a negociar uma viagem. O telefone tocou e a proprietária da loja foi atender. Passou o primeiro minuto. Passaram outros três. O assunto era interessante: a negociação de uma viagem. Foi quando, depois de mais alguns minutos, a cliente levantou-se da cadeira, e despedindo-se da senhora ao telefone, se foi.

         O fato é que esta se tornou uma realidade comum nos dias atuais. Você sai de casa com o seu carro, passa pelo trânsito, estaciona, aguarda a sua vez de ser atendido, e quando começa a falar, o folgado do telefone entra na sua frente e ganha a atenção do seu locutor.

         Podemos então pensar: por que o telefone é mais importante do que nós que já estamos ali? Será que o barulho do chamado constante do telefone incomodaria o atendente e ele chega ao ponto de nos deixar, literalmente, no vácuo, olhando para a parede enquanto aguardamos o fim da conversa?

         Se formos analisar por outro lado, o fato de estarmos sentados ali já garante ao vendedor que não perderá a nossa venda, mas se não atender o telefone poderá perder uma?

         De tanto pensar sobre o assunto, creio que cheguei a uma conclusão. Veja se você concorda ou não.

         Um dos maiores desafios para nós, seres humanos, na atualidade, é o saber falar. Conversar, bater um papo gostoso, enriquecedor, prazeroso, útil tornou-se gênero quase indisponível  nas prateleiras da convivência. Oi, olá, como vai são ferramentas comuns do cotidiano e as outras ferramentas que se tornaram essenciais estão nos aparelhos de relacionamento tecnológicos que são, por sua vez, superficiais ao extremo.

         Toda a história da cliente poderia terminar de outra maneira.

         O telefone tocou. A senhora disse à cliente: só um instante, por favor. Alô, com quem eu falo? Fulana, eu estou no meio de um atendimento, você poderia ligar para mim daqui a uns dez minutos (ou como determinar segundo seu cálculo de finalização do atendimento) ou eu mesma ligo pra você assim que terminar, como achar melhor?

         Pronto, o problema da falta de respeito para com o cliente  móvel deixaria de existir e ele sairia feliz da loja porque recebeu um atendimento digno do seu esforço.

         Logo, vale a reflexão sobre esta questão que passa diante dos nossos olhos e que sequer percebemos muitas vezes. O que devemos fazer nesta situação?

         Como clientes, nos retirarmos para que o atendente possa falar melhor ao telefone sem a pressão de ter alguém à sua espera.

         Como atendente de uma loja ou de uma repartição qualquer que seja, ou mesmo recebendo uma visita em casa, aprendermos a nos comunicar melhor ao telefone, tendo a elegância de sermos justo dando prioridade por ordem de chegada.

         Em outras palavras, executar a lei do “faça ao outro exatamente como gostaria que lhe fizessem” continua sendo a melhor maneira  de sabermos se estamos agindo certo ou não.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 10h22
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Ano novo, vida nova

Todo o ano a história é sempre a mesma: ano novo, vida nova. Fazemos planos de mudanças, dizemos que vamos começar uma reeducação alimentar, uma caminhada diária, que vamos procurar profissionais para fazermos exercícios físicos, que vamos cuidar melhor da nossa saúde, que vamos começar um curso novo, e tantos outros planos mais. Maravilha!

Somos convidados dia a dia para mudanças. O que fazemos? Resistimos. Deixamos em standby as mudanças acreditando que nunca a casa irá cair, que nunca o barranco irá desmoronar, que a água não chegará aos nossos pés. Temos fé no nosso conformismo, na nossa apatia e na falta de coragem de fazermos mudanças e depois jogamos para a vida a culpa da nossa infelicidade e dos nossos sofrimentos.

Quando chegamos ao final do ano e nos deparamos com uma sensação diferente, onde percebemos que ficamos mais reflexivos, mais sensíveis, mais emotivos, e aí, damo-nos conta de que tudo isso nada mais é do que a nossa consciência cobrando de nós as promessas não cumpridas.

Ora, para um pensador, a maior dor é a dor da consciência do tempo perdido, onde quer que estejamos. Afinal, sabemos de tudo o que é bom para nós, mas não conseguimos colocá-las em prática.

As mudanças são urgentes em nossas vidas, porém nos mantemos estacionados na garagem da ignorância. Mudar dá trabalho em qualquer setor de nossa vida, mas mudar para melhor sempre nos traz maior conforto, alegria, paz.

Quando falamos em mudanças espirituais, isto é, as mudanças morais do nosso comportamento diário, somos conformistas, apáticos e anêmicos de coragem. Mudar dá trabalho. Queremos, pois, a felicidade sem trabalho, queremos colher sem termos plantado.

Vencer o egoísmo camuflado em nós atrás do nosso sorriso, dominar a inveja, o ciúme, a mania de criticar a tudo e a todos acreditando que somos os tops de linha nesta terra onde santo é exceção, é material necessário de edificação de quem somos para quem queremos ser.

Não foi a toa que o maior filósofo que a Terra já conheceu, J.C., disse-nos que deveríamos construir a nossa casa sobre a rocha e não sobre a areia.

Entra ano, sai ano e podemos nos perguntar: onde estamos construindo a nossa casa? Embaixo dos barrancos  do ciúme e da maledicência que a levarão ao chão? Onde as águas barrentas da lama da inveja, do orgulho e do egoísmo que vivem em nós nos darão uma rasteira e nos afogarão? Ou sobre a rocha, onde as tempestades dos conflitos de convivência  não a derrubarão?

Lembremos de que a  vida é implacável. Não tem meio termo quando se trata dela.

Que em 2012, possamos acreditar mais em nós mesmos, vencer  as nossas imperfeições,  estas que nos atravancam o progresso  e o acesso à felicidade, confiantes de que o ano é novo e a vida se renova sempre,  e que devemos nos envolver nesta atmosfera de renovação e recomeço para ai, sim,  finalizarmos o ano brindando as metas cumpridas e fartando-nos, não de comida material, mas de alimento espiritual: a tão sonhada paz. 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 10h24
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      “Tenha medo de morrer”

 

         Outro dia, enquanto assistia a uma palestra, ouvi o orador dizer esta frase: “Tenha medo de morrer”. A frase me chamou a atenção. Medo de morrer... Pensei: por que deveríamos ter medo de morrer?!

         André Luiz, no livro Nosso Lar, disse o seguinte: “Oh, amigos da Terra, quantos de vós podereis evitar o caminho das amarguras com o preparo dos campos interiores do coração. Acendei vossas luzes antes de atravessar a grande sombra. Buscai a verdade antes que a verdade vos surpreenda. Suai agora para não chorardes depois”. Ele poderia ter seguido viagem sem olhar para trás. Sem se preocupar com os que ficaram na missão. Mas não o fez. Foi fraterno. Foi Cristão. Fez ao próximo o que gostaria que lhe fizessem.

         A verdade é que “Somos espíritos vivendo uma experiência humana, mas vivemos como se fôssemos humanos passando por uma experiência em espírito”, já disse um pensador.

         Temos medo de espíritos sendo que somos espíritos escondidos dentro de uma “caixa” de carne e ossos brincando de esconde-esconde conosco mesmos. Temos medo de voltar para o lugar de onde viemos: a nossa pátria espiritual. Ou temos um medo inconsciente do fracasso? Medo de não ter cumprido como deveríamos e ser cobrados pelo que fizemos e pelo que deixamos de fazer em nossa missão?

         Missão, mas que missão?!

         Há quem acredita que estamos no mundo de férias. Que leva a vida na sombra e na água fresca, regada a festas, bebidas e muita diversão. Triste ilusão.

         Ilusão de acreditar que a escada para o Céu é rolante e não precisará de nenhum esforço para alcançá-lo. Ilusão de que o Céu, lugar acreditado ser o acesso àqueles que dedicaram horas de oração a Deus e doações daquilo que não mais lhe servia,  é apenas o andar de cima. Ilusão de que os bens materiais comprarão o passaporte para as Colônias de Férias Celestes. Ilusão que o mal, em ações e palavras aos nossos semelhantes, aqui na Terra, não prejudicará o embarque para Mundos Celestes. Quanta ilusão.

         Não te estranha que a Terra seja um planeta de sofrimentos infinitos?! Quanto mais ignorante a criatura, mais sofre. Vale lembrarmos que ignorância não está associada à classe social, porque podemos encontrar pobres sábios e ricos ignorantes.  A sabedoria se encontra na alma da criatura, no processo de vida que o ser já conquistou e não perde jamais.

         William Shakespeare, nascido em 23 de abril de 1564, há quase 500 anos atrás deixou-nos uma das frases mais verdadeiras que já ouvi: “Só há uma treva: a ignorância”. E precisava dizer mais?!

         A ignorância é a ausência do saber. Se não existe a informação, paciência.Mas se existe a informação e eu  não quero saber para não ter que sair do comodismo que me apraz, que eu me lembre sempre de Shakespeare, da ignorância, da treva...

         Nossa ignorância ainda  continua sendo a causadora dos nossos sofrimentos seja no corpo ou fora dele.

         “A verdade vos libertará”. É preciso escrever quem disse?! Mas quem disse “Tenha medo de morrer” foi apenas um orador a serviço do bem.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 14h46
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      Doença: processo de cura da alma

      Por que adoecemos? Por que a doença aparece para uns de forma devastadora e pra outros de maneira tão sutil que logo vai embora sem deixar sequelas sequer? Sem contarmos os que nunca adoecem.

         Todos nós já sabemos que a doença entra em nossa vida por algum motivo especial. Basta analisarmos o nosso quadro emocional quando estamos diante de situações que nos colocam de repouso, param as nossas  atividades diárias e definitivamente tentam nos mostrar alguma coisa que precisamos entender e mudar em nossas vidas.

         Para o adulto doente, esta questão é puramente compreensível. Mas, e para os bebês, as crianças em tenra idade que manifestam uma ou outra doença que não faz sentido existir dentro de corpinhos tão pequenos e singelos?!

         Poderíamos jogar a culpa em Deus por criar seres tão imperfeitos em se tratando de saúde; isto, se a lógica não nos permitisse entender a frase de Jesus: “A cada um segundo suas obras”. Ora, cada um de nós é responsável pelas ações que executa ao longo de nossas vidas. Ações positivas efetuadas voltam na mesma proporção. Negativamente, o mesmo acontece. Afinal, “Para cada ação existe uma reação”. Isto é lei da Física. Isaac Newton concretizou-a em palavras e demonstrações.

         Muitas pessoas acreditam que uma doença é um castigo. Eu não consigo pensar assim. Deus não age com insanidade, mas com Sabedoria. Ele só nos dá a oportunidade de começarmos uma nova corrida ainda que com um carro aparentemente novo, porém marcado pelas batidas e estragos adquiridos com o tempo anterior. Não é um Pai carrasco, mas Justo e acima de tudo Bom.

         Entender que a dor é um processo de cura da alma em qualquer idade é uma faculdade de compreensão além dos limites materiais que nos cercam e que nos permitimos ficar presos a eles. Quebrar resistências e querer analisar a vida aliada aos conhecimentos da Ciência é sinal de inteligência.

         Disse o Pensador Ivan Teorilang: "As doenças ampliam os horizontes de nossa alma, fazendo-nos duplicar os valores que realmente importam e que, antes, pareciam inexistentes".

         É claro que não devemos esperar pelas doenças para fazermos as reais mudanças em nossas ações do dia a dia. Perdoar, amar, respeitar, ser fraterno, solidário são pequenos grandes passos que podemos dar em favor do outro e, na exata proporção, em favor de nós mesmos. E uma vez encontrando-nos doentes, sem tempo para iniciar o processo de cura da alma,  agirmos da mesma maneira para encontrar em Deus a Misericórdia de recomeçar a corrida.

        



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 14h46
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     “Nunca desista de ninguém”

         Foi num diálogo com uma amiga que esta frase surgiu. Eu não sou do tipo de desistir fácil das pessoas. Costumo desacreditar somente quando me provam que não são dignas da minha confiança. Mas nesta semana, quando já estava decidida a desistir de tentar compreender e ajudar uma companheira de jornada terrena, a frase “bem dita” bateu em meus ouvidos.

         Queremos que as pessoas nos compreendam. Desejamos que o mundo nos ouça sempre e, sobretudo, nunca nos deixe no vácuo, ainda que estejamos equivocados. Esperamos que aqueles que convivem conosco argumentem, contestem, briguem até, mas nunca desistam de nós.

         Fazemos aos outros o que não queremos que nos façam nunca!

         Nas relações do cotidiano, no trato familiar, em especial na relação que nossos pais tiveram conosco, marcou mais aquele que sempre nos aconselhou e perseverou (e ainda permanece a acreditar em nós) sobre as nossas ações errôneas para que aprendêssemos um dia. Não importa qual tenha sido a lição. Por outro lado, quando estamos diante dos nossos filhos, principalmente aqueles que exigem mais da nossa capacidade de argumentar, explicar, justificar, falhamos, nos irritamos, porque ainda somos incapazes de corresponder ao que necessitam naquele momento. Muitas das vezes é comum a fala: “Desisto! Eu não vou falar mais nada, não adianta! Ele não me escuta! Vou entregar pra Deus!”. E é aí que falhamos.

            Falhamos gravemente quando desistimos do outro. Provamos para nós mesmos que somos incompetentes e fracos. Não foi em vão que Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica incandescente, entre outras invenções, disse: “Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez”. Sendo assim podemos concluir, grosso modo, que se não quisermos sofrer por lutar é melhor que nem vivamos. Não faz sentido viver na ociosidade.

         Se quisermos, no entanto, persistir, torna-se imprescindível  fazermos uso de algumas palavras mágicas diárias segundo G. Mistral: “Dai-me, Senhor, a perseverança das ondas do mar que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo avanço”.

         Vale lembrarmo-nos  que não desistir do outro não significa tentar colocá-lo na forma que melhor nos convém. E vale também, atentarmo-nos que no processo da paciência e da perseverança nas diversas relações vamos transformando-nos e tornando-nos  melhores, simultaneamente.

 



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 07h14
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      Consciência: construção de concreto

           

         Outro dia, estava ouvindo o adolescente dizer para seus pais: “Vocês foram muito espertos de colocar consciência em mim”. De fato, ele estava com a razão. Não podia fazer o que os outros jovens, sem consciência, fazem por aí. Não podia infringir regras porque sua consciência logo o acusaria.

         Consciência se constrói na infância do sujeito, nos seus primeiros anos de vida, na relação com os outros, e não na adolescência.  O que os pais fizeram, na infância, já se encontra estruturado na adolescência, pronto para ser analisado: se foi de palha, madeira ou tijolos, tal como na história dos Três Porquinhos.

         Poderíamos entender por estrutura de palha a educação mais frágil, sem presença, sem carinho, sem diálogos, sem bons exemplos, sem limites, sem vínculo religioso. Ao primeiro vento forte da solidão, da tristeza, da dificuldade, é jogado ao chão dos vícios e da vontade de morrer.

         Quanto à segunda estrutura, a de madeira, entenderíamos como uma educação nem tão fraca, nem tão forte. Os pais acreditam que um pouco de presença, o mínimo de carinho, uns raros diálogos, alguns bons exemplos, uma dose ínfima de limites e ensinar o ‘Pai-Nosso’ na hora de dormir darão aos seus filhos o suficiente para serem fortes frente aos tufões da vida. Ledo engano.

         Somente na terceira e última estrutura encontraremos a verdadeira construção, cuja base é forte o suficiente para não esmorecer, trincar ou desmoronar diante das adversidades do cotidiano. Apenas a educação baseada na quantidade necessária de elementos construtores surtirá o efeito desejado na obra: a presença verdadeira para preencher os espaços vazios da alma de uma criança, o carinho das palavras e do abraço a ela ofertados, o diálogo que tira qualquer dúvida e constrói nela pensamentos salutares, os melhores exemplos que norteiam os seus passos, os limites que podam seus excessos para o seu fortalecimento e crescimento e, por fim, a relação de amor e respeito a Deus e aos ensinamentos nobres  que fez e faz chegar até nós.

         Construir uma vida confiada a nós, pais, é missão das mais valiosas. Negligenciá-la para termos mais tempo para brincar de correr atrás nos nossos interesses materiais e pessoais não nos isentará dos sofrimentos que um dia teremos que enfrentar.

         Que possamo-nos utilizar da melhor estrutura na construção da educação de nossos filhos para que consigamos nos orgulhar das mansões de concreto que edificamos  em suas consciências, suas almas.



Escrito por Denize - (Psicopedagoga) - às 16h24
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